3 de maio de 2023

Casarão histórico no Centro de Niterói será restaurado

 A casa foi a residência oficial da família do cidadão e político fluminense Norival Soares de Freitas, nascido em 1883 no Rio de Janeiro e falecido em Niterói no ano de 1969 e que nesta casa viveu até o fim da sua vida.
 
Desde jovem, Norival foi um entusiasta da história e do conhecimento. Quando ainda era acadêmico do curso de direito, recebeu uma proposta do Barão do Rio Branco (1) para ir à Lisboa resgatar a história perdida do Rio de Janeiro. Em suas pesquisas conseguiu encontrar o local exato de fundação da cidade, tal fato lhe proporcionou uma cadeira no notável Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.  
   
  Também chamado de Solar Notre Rêve esta casa apresenta-se em estilo Eclético Romântico (2) com grandes influências do Art Noveau (3). Sendo um remanescente da arquitetura residencial do início do século XX em ferro e ornamentos em massa, representativos da antiga capital fluminense.
 
A imponência construtiva do Casarão é suavizada pela delicadeza dos seus ornamentos, plenos de curvas e guirlandas que se expandem pelas paredes e sacadas. Suas paredes foram decoradas com pinturas pochoir (4) e escaiola (5), revestimentos importados, caixilharias de vidros coloridos e ladrilhos hidráulicos decorados com diversas estampas nos pisos. Os elementos em ferro fundido são de grande destaque nas fachadas, integrando desde a escada externa de acesso ao pavimento superior, balaústres, pilares e mãos francesas.
 
Este sobrado eclético possui dois pavimentos que são suavizados por guirlandas decorativas florais e um delicado avarandado em ferro fundido.
 
Originalmente no pavimento térreo foram destinados a espaços sociais da casa, como o gabinete do Norival e uma ampla sala de jantar. No mesmo pavimento havia um acesso para o anexo contiguo, que abrigava os espaços de serviço, e nos fundos do lote, um anexo que servia como garagem.
 
O pavimento superior podia ser acessado diretamente pela escada externa ou pela escada interna da copa. Este pavimento foi destinado a espaços mais intimistas e nele continham os quartos da família, sala de visitas e um quarto de banho.
 
As linhas da varanda do Casarão contém de forma individual e perceptível, um paralelismo proposital entre esquadrias da pele composta de vidro e ACM (material composto por alumínio) da fachada principal do anexo, que por sua vez é alinhado às platibandas do Casarão. Os materiais utilizados na composição da fachada frontal têm também a intenção de ser somente um plano de fundo à edificação principal. A utilização do vidro fosco evidencia a simplicidade da edificação, pois não permite a visualização do Interior.
 
Entre o projeto original e o construído, foram implementadas algumas modificações em elementos construtivos e principalmente nos acabamentos da fachada frontal.
 
Construído entre 1921 e 1926 por João Dalossi e projetada pelo francês Berrari, o Solar Notre Reve (nosso sonho) foi idealizado para abrigar Norival e sua família em todas suas necessidades. A família permaneceu no imóvel até 1979, ano em foi adquirido pela prefeitura de Niterói. Quatro anos depois, em 20 de junho de 1983, o imóvel foi tombado pelo INEPAC (6), no processo E-03/13.574/80. 
 

O Restauro
 
O Casarão será recuperado e terá sua identidade visual mantida e restaurada, a partir de registros históricos. As esquadrias serão recuperadas em sua maioria e a estrutura em ferro ornado da varanda externa será restaurada junto às pinturas presentes. Internamente repõe-se o piso e o forro em madeira e busca-se manter a ambiência original da construção.
 
A antiga garagem será restaurada com intervenções pontuais à sua aparência, com parte do piso de ladrilho hidráulico do anexo demolido, reinserido em seu interior. As bandeiras em gradil de ferro serão restauradas e seu uso convertido, criando-se um local de permanência através da inserção de um café, enquanto seus materiais serão respeitados de forma mais livre, sem a rigidez de manter-se os acabamentos e cores originais.
 
O novo anexo que será construído, por sua vez, pretende atender ao programa estabelecido, e ao mesmo tempo cumpre uma relação simbiótica com o Casarão. Surge então uma relação de respeito ao bem tombado, com o volume no novo anexo projetado de forma que elimine uma possível competição visual. Implantado nos fundos do lote, o anexo então, tem a pretensão de servir de guia à edificação principal.

5 de outubro de 2026
Mais de quatro séculos depois de sua criação, Romeu e Julieta segue atual e volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em uma nova montagem, reunindo o Ballet e a Orquestra Sinfônica da casa, sob direção, concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Com patrocínio oficial Petrobras, o espetáculo revisita a célebre partitura de Sergei Prokofiev para contar a história de dois jovens cujo amor é interrompido pela rivalidade entre suas famílias, Capuletos e Montéquios. A montagem traz à cena temas como a intolerância, os conflitos e a dificuldade de conviver com as diferenças, questões que permanecem presentes na sociedade contemporânea. As apresentações acontecem de 7 a 10 de outubro, às 19h e no dia 11, às 17h. No elenco, os primeiros bailarinos Márcia Jaqueline, Cícero Gomes, Juliana Valadão e os solistas Gabriela Cidade e Rodrigo Hermesmeyer. Serviço: Romeu e Julieta Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Dias: 6/10 (Ensaio Geral), 7/10 (Estreia), 8/10,9/10,10/10, às 19h e 11/10, às 17h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro Ingressos: Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual) Plateia e Balcão Nobre – R$80,00 Balcão Superior e Lateral – R$50,00 Galeria Central e Lateral– R$30,00 Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.
5 de outubro de 2026
Com apresentação agendada para o Theatro Municipal de Niterói, na quarta-feira, 07 de outubro, às 19h, em O Teatro da Cura: Música e Medicina o grupo propõe um percurso pela música de câmara em diferentes formações, com concertos comentados e o uso de instrumentos de época - alguns deles originais do século XVIII. O espetáculo O Teatro da Cura, parte da série "Viagem no Tempo", apresenta uma reflexão sobre as maneiras como a sociedade lidou com os males físicos e os desafios da saúde ao longo dos séculos. Através de peças musicais do período barroco, a montagem relaciona práticas históricas de cuidado com obras de compositores renomados. A interpretação é realizada com instrumentos históricos, preservando a sonoridade e a técnica do repertório selecionado, e a apresentação combina trechos narrativos e de caráter cômico para contextualizar a relação entre arte, história e a figura do médico. O espetáculo traz um retrato musical divertido e sentimental da medicina e dos médicos, com suas pílulas, cirurgias, elixires e encantamentos para lidar com os males da condição humana. No programa, música de Bach, Haendel, Lully, Couperin, Marais, Charpentier, Kuhnau. Com Laura Rónai, (flauta barroca), Roger Ribeiro (violino barroco), Eduardo Antonello (cravo), e Myrna Herzog (viola de gamba). Serviço O Teatro da Cura | Série "Viagem no Tempo" com Ensemble PHOENIX Data: Quarta-feira, 07 de outubro de 2026 Horário: 19h Classificação indicativa: 12 anos Duração: 60min Ingressos: R$ 80,00 (R$ 60,00 na compra antecipada até o dia 06/10) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói Site: www.tmjc.com.br