24 de novembro de 2023

A maior revolta indígena do Brasil é tema de livro

Romance arrebatador de Víktor Waewell, Guerra dos Mil Povos: um épico durante a nossa maior revolta indígena retrata de maneira fidedigna um momento crucial para a história brasileira, embora pouco conhecido pelo público. O épico é ambientado na chamada Confederação dos Tamoios, quando indígenas e portugueses se confrontaram por décadas em batalhas em plena Baía de Guanabara, no Estuário de Santos e nas matas ao redor da então Vila de São Paulo. O livro faz uma reconstituição dos acontecimentos, a partir de profunda pesquisa documental e da avaliação de historiadores, assim como o título anterior do autor, “Novo Mundo em Chamas”, que alcançou o topo dos mais vendidos na Amazon e foi semifinalista do Oceanos 2021, um dos maiores prêmios de literatura em língua portuguesa.

O lançamento narra a história de Afonso, um guerreiro português que vendeu a armadura e vem ao Brasil em busca de paz. No entanto, logo após ouvir a tão esperada frase “Terra à vista!”, próximo à entrada da Baía de Guanabara, escuta estouros de canhão. Estava em curso uma batalha naval entre naus portuguesas e centenas de canoas indígenas, numa época anterior à fundação da cidade do Rio de Janeiro. Ali, acontecia a chamada Confederação dos Tamoios, uma guerra de grandes proporções entre os povos indígenas e os fidalgos escravistas.

No Brasil do século XVI, o protagonista viverá uma história de amor, lutas e tragédias ao lado de Aiyra, uma nativa que busca vingança contra os portugueses. Em paralelo, tramas de outros personagens se entrelaçam, como a de Sebastião, um templário que tenta enriquecer com o comércio escravista, e a de Heloísa, uma prostituta que decidiu nunca mais se deitar por dinheiro.

As histórias costumam ser sobre feitos grandiosos dos que procuram ser dignos de lembrança. Mas a motivação quase sempre é o temor do esquecimento ou da morte, que são a mesma coisa. Assim, na verdade, a maioria trilha o caminho do medo. Já os mais corajosos fazem o que precisa ser feito sem procurar crédito, por isso as suas histórias raramente são lembradas. Sem alarde, determinam o rumo dos acontecimentos. Esta é a arte das mulheres’. Afonso foi pego de surpresa, pois não percebera ser Aiyra tão sábia. (Guerra dos Mil Povos: um épico durante a nossa maior revolta indígena, pág. 178)

O estilo único da narrativa traz uma experiência vívida, como se o leitor estivesse nas cenas. Com características de escrita consolidadas desde “Novo Mundo em Chamas”, o escritor apresenta em Guerra dos Mil Povos um enredo recheado de amor e ódio, amizades e traições, além de pitadas de humor.

Ao final, o livro apresenta uma nota histórica sobre o processo de pesquisa do autor que atesta o rigor acadêmico dos fatos. Nas palavras da historiadora Náuplia Lopes: “Sem dúvida, um dos melhores romances históricos que já li. Muito bem pesquisado e fundamentado em vasta fundamentação histórica”. Também historiador, Gláucio Cerqueira endossa: “Tudo que um romance precisa ter, laureado por um fenomenal e incansável trabalho de pesquisa histórica”.


5 de outubro de 2026
Mais de quatro séculos depois de sua criação, Romeu e Julieta segue atual e volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em uma nova montagem, reunindo o Ballet e a Orquestra Sinfônica da casa, sob direção, concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Com patrocínio oficial Petrobras, o espetáculo revisita a célebre partitura de Sergei Prokofiev para contar a história de dois jovens cujo amor é interrompido pela rivalidade entre suas famílias, Capuletos e Montéquios. A montagem traz à cena temas como a intolerância, os conflitos e a dificuldade de conviver com as diferenças, questões que permanecem presentes na sociedade contemporânea. As apresentações acontecem de 7 a 10 de outubro, às 19h e no dia 11, às 17h. No elenco, os primeiros bailarinos Márcia Jaqueline, Cícero Gomes, Juliana Valadão e os solistas Gabriela Cidade e Rodrigo Hermesmeyer. Serviço: Romeu e Julieta Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Dias: 6/10 (Ensaio Geral), 7/10 (Estreia), 8/10,9/10,10/10, às 19h e 11/10, às 17h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro Ingressos: Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual) Plateia e Balcão Nobre – R$80,00 Balcão Superior e Lateral – R$50,00 Galeria Central e Lateral– R$30,00 Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.
5 de outubro de 2026
Com apresentação agendada para o Theatro Municipal de Niterói, na quarta-feira, 07 de outubro, às 19h, em O Teatro da Cura: Música e Medicina o grupo propõe um percurso pela música de câmara em diferentes formações, com concertos comentados e o uso de instrumentos de época - alguns deles originais do século XVIII. O espetáculo O Teatro da Cura, parte da série "Viagem no Tempo", apresenta uma reflexão sobre as maneiras como a sociedade lidou com os males físicos e os desafios da saúde ao longo dos séculos. Através de peças musicais do período barroco, a montagem relaciona práticas históricas de cuidado com obras de compositores renomados. A interpretação é realizada com instrumentos históricos, preservando a sonoridade e a técnica do repertório selecionado, e a apresentação combina trechos narrativos e de caráter cômico para contextualizar a relação entre arte, história e a figura do médico. O espetáculo traz um retrato musical divertido e sentimental da medicina e dos médicos, com suas pílulas, cirurgias, elixires e encantamentos para lidar com os males da condição humana. No programa, música de Bach, Haendel, Lully, Couperin, Marais, Charpentier, Kuhnau. Com Laura Rónai, (flauta barroca), Roger Ribeiro (violino barroco), Eduardo Antonello (cravo), e Myrna Herzog (viola de gamba). Serviço O Teatro da Cura | Série "Viagem no Tempo" com Ensemble PHOENIX Data: Quarta-feira, 07 de outubro de 2026 Horário: 19h Classificação indicativa: 12 anos Duração: 60min Ingressos: R$ 80,00 (R$ 60,00 na compra antecipada até o dia 06/10) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói Site: www.tmjc.com.br