10 de novembro de 2023

10 Riowinds Festival reúne instrumentistas de sopro no Rio de Janeiro

Evento acontece de 10 a 14 de novembro

 

O mês de novembro está chegando e com ele vem aí a décima terceira edição do Riowinds Festival, um festival internacional de sopros que se tornou tradição na cena brasileira e carioca de música clássica.

Nesta edição, o evento vai trazer um mês inteiro de apresentações de primeira linha em diversos museus e centros culturais do Rio de Janeiro.

Com a curadoria do oboísta Harold Emert, a série Música no Museu promove, durante todo o mês de novembro, a 13ª edição do Rio Winds Festival – Festival Internacional de Sopros. Até o final do mês, serão 25 concertos reunindo músicos consagrados dos mais diversos países, estilos e modalidades desses instrumentos, sempre com entrada franca, em museus, centros culturais e pontos turísticos e históricos do Rio de Janeiro e de Niterói – que terá o encerramento, dia 30, no Museu do Ingá.

Ex-integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Nacional-UFF, o próprio Harold Emert toca três vezes durante o festival, incluindo a abertura e o encerramento.

A 13ª edição do Rio Winds Festival coincide com os 50 anos de Harold Emert no Brasil. Nascido nos Estados Unidos, ele vive em terras brasileiras desde 1973 e tem dupla cidadania. O festival de sopros começou em 2010, quando o músico americano-brasileiro sugeriu ao diretor do Música no Museu, Sérgio Costa e Silva, a realização de um festival para instrumentos de palheta dupla: oboé e fagote. A inspiração vinha dos festivais internacionais de Palheta Dupla, nos quais ele vinha se apresentando, nos Estados Unidos, na Argentina e na Austrália.

Desde então, o Rio Winds Festival se soma aos eventos musicais do Rio de Janeiro e do Brasil, como o Rio Harp Festival, também patrocinado pelo Música no Museu, e os festivais anuais de violoncelo.   

“A parte maravilhosa de viver e trabalhar no Brasil é que ninguém nunca diz que algo é impossível, ao contrário – pela minha experiência – a resposta tem sido ‘vamos tentar’”, comemora Emert. “Assim, numa terra mais conhecida pelo seu amor pelos pianistas, ou ‘Pianolândia’ – que eu conheci pela primeira vez na década de 1970, quando me juntei à Orquestra Sinfônica Brasileira como primeiro oboísta – tentámos em 2010 um festival de palheta dupla e surpreendentemente atraiu um público. O Brasil é uma cultura em que, quando algo se torna popular, de repente novas estrelas parecem surgir de lugares onde dificilmente se esperaria encontrá-las.”, acrescenta. 

Além dos melhores oboístas e fagotistas do mundo, o Rio Winds Festival expandiu-se para incluir todos os instrumentos de sopro, do clarinete e do saxofone ao trompete, trombone, flautas e outros. 

Oboístas, como Eric Ohlsson, William Wielgus (ex-integrante da Orquestra Sinfônica Nacional de Washington), Jared Hauser (Vanderbilt University, Tennessee) e Pierre Jatobá (Orquestra da UFRJ); fagotistas como Daris Hale (Texas State University, Austin) e Richard Meek (Texas Tech University), e clarinetistas do Brasil (Heber Leite Miguel) e da Flórida (Jackie Mcllwain e Julie Detweiller) estão entre as atrações desta 13ª edição do Festival Internacional de Sopros.

A programação completa inclui ainda uma Orquestra de Gaitas de Fole reunindo brasileiros e escoceses, a banda dos Fuzileiros Navais e a Orquestra dos Sopros da Rocinha, além de uma noite especial de fagotistas, para comemorar o Dia de Ação de Graças.

 

 

30 de julho de 2026
O movimento e a fala caminham juntos no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”. Foi durante o processo de ensaios que a dramaturga e diretora Isabel Cavalcanti desenvolveu os textos que acompanham e se misturam aos gestos da bailarina Giselda Fernandes e da atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, que perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo. “Sem corpo não há aqui” estreia na Sala Multiuso do Sesc Copacabana no dia 6 de agosto de 2026. A temporada segue até o dia 16 do mesmo mês, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.  Misturando realidade e ficção, e fugindo da narrativa linear, o espetáculo investiga a vulnerabilidade como condição da existência: acontecimentos aparentemente insignificantes revelam dimensões inesperadas da experiência humana. Nesse território instável, onde o cotidiano e o extraordinário se equivalem, a cena se desenvolve. Com humor e densidade, as intérpretes Giselda Fernandes e Joana Lerner atravessam memórias, ausências e deslocamentos, numa reflexão sobre perda, convivência e transformação. Dramaturga e diretora da montagem, Isabel Cavalcanti lembra que foi um grande desafio dirigir uma bailarina e uma atriz, que são madrasta e enteada na vida real e que estão vivendo o luto. “Como realidade e ficção se misturavam o tempo todo nesse processo, precisei criar um espaço em que elas se sentissem seguras para expor as dores, alegrias, memórias, os conflitos, encontros e desencontros existentes entre elas e, simultaneamente, transformar isso tudo em ficção, em dança-teatro”. “A articulação entre fala e movimento na criação da dramaturgia levou meses, dias e noites insones. Foi um longo processo de escrever e apagar, acrescentar e descartar. No início dos ensaios, propus a criação de partituras corporais a partir da história do corpo de cada intérprete. As partituras e minha observação da relação das duas me trouxeram a necessidade de também dizer com palavras. Fui entendendo aos poucos o fluxo entre movimento e fala. E a dramaturgia foi se costurando. Tudo é dança, afinal: a palavra e o gesto”, diz a diretora. A trilha sonora original e o desenho de som da montagem são assinados por Isadora Medella. Os figurinos criados por Marieta Spada vão se modificando em cena, ganhando elementos que remetem ao universo da dança. O vestido usado por Joana Lerner é uma criação de Marcelo De Gang, usado originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes. O cenário criado por Aurora dos Campos traz objetos ligados à dança e ao corpo. Inicialmente espalhadas, essas peças vão se encontrando durante a narrativa, formando uma escultura de memórias. SERVIÇO Espetáculo: “Sem corpo não há aqui” Temporada: 06 a 16 de agosto de 2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h | Sábados e domingos, às 17h Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 50 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 60 min.
28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com